Desde que foi designado relator de casos envolvendo o processo de escolha para membros do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), há dois anos, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), acumula uma série de relatorias de casos de relevo na corte envolvendo a cúpula do poder maranhense, servindo como justificativa inquéritos que já estão sob sua responsabilidade.
De acordo com um levantamento realizado pelo jornalista Linhares Junior, existem mais de 15 frentes envolvendo aliados, ex-aliados, adversários e membros do TCE-MA. Os casos, conforme a publicação, envolvem disputas sobre vagas na Corte de Contas, investigações criminais e apurações sobre emendas parlamentares.
Os procedimentos mencionaram nomes como Carlos Brandão, Weverton Rocha, Juscelino Filho, Pedro Lucas Fernandes, Josimar de Maranhãozinho, Márcio Honaiser, Roberto Rocha, Daniel Brandão, Orleans Brandão e Raimundo Cutrim. Alguns desses casos foram levados ao ministro por ‘prevenção’, sem a necessidade de um novo sorteio.
Um dos episódios mais recentes envolve o assassinato ocorrido no escritório Tech Office, em plena campanha eleitoral de 2022. O caso chegou ao STF em meio às tentativas de relacioná-lo a Daniel Brandão, então presidente da Corte de Contas do Estado, que acabou afastado do cargo por 180 dias.
A concentração de tantos assuntos maranhenses sob a relatoria de Dino também passou a alimentar acusações de politização. Antigo aliado de Carlos Brandão, o ministro se tornou inimigo capital do grupo do governador. Defesas já levantaram suspeitas sobre a atuação do ex-governador, embora o STF não tenha reconhecido qualquer irregularidade.
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